O que é a meningite, causas, sintomas e tratamento da meningite. Classificação da meningite, nomeadamente meningite viral e meningite bacteriana.


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Meningite bacteriana no Mundo

As meningites têm distribuição mundial e sua expressão epidemiológica depende de diferentes fatores, como o agente infeccioso, a existência de aglomerados populacionais, características socioeconómicas dos grupos populacionais e do meio ambiente (clima).
De modo geral, a sazonalidade da doença caracteriza-se pelo predomínio das meningites bacterianas no inverno e das meningites virais no verão. A N. meningitidis é a principal bactéria causadora de meningite. Tem distribuição mundial e potencial de ocasionar epidemias. Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, porém apresenta uma maior incidência em crianças menores de 5 anos, especialmente em lactentes entre 3 e 12 meses. Durante epidemia, observam-se mudanças nas faixas etárias afetadas, com aumento de casos entre adolescentes e adultos jovens. O “cinturão africano” – região ao norte da África – é frequentemente acometido por epidemias causadas por esse agente.


Prevenção da meningite bacteriana

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges, membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal, podendo ser causada principalmente por vírus ou bactérias. O quadro da meningite viral é mais leve, e seus sintomas assemelham-se aos sintomas da gripe. Já a meningite bacteriana é causada por meningococos, pneumococos ou hemófilos, sendo altamente contagiosa e geralmente torna-se grave. A meningite bacteriana é causada pela Neisseria Meningitidis, e o homem é o único hospedeiro natural desta bactéria, cujas sequelas podem ser variadas, desde dificuldades no aprendizado, paralisia cerebral ou problemas com surdez.
A transmissão dá-se pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com órgãos respiratórios de um indivíduo saudável. Crianças de até seis anos de idade são mais vulneráveis já que não têm o seu sistema imunológico completamente consolidado. Os sintomas são de febre alta, fortes dores de cabeça, vómitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele.
A prevenção contra a meningite bacteriana consiste basicamente em manter hábitos de higiene e na vacinação. Um cuidado essencial é lavar as mãos com água e sabão frequentemente ou higienizar as mãos com álcool. Outro cuidado essencial é manter os ambientes sempre ventilados, bem como não compartilhar objetos como pratos, copos e talheres. Estas ações ajudam a interromper a transmissão dos germes.
Hoje em dia existem vacinas eficientes contra o meningococo C, estando disponíveis para menores de 2 anos. A vacinação prepara o organismo para combater uma infecção, fazendo com que o organismo promova a produção de anticorpos e se defenda contra a bactéria, caso a criança entre em contato com a doença. Por isso, são extremamente importantes e garantem o desenvolvimento saudável da criança.



O que é meningite viral

A meningite viral é uma doença comum causada por um vírus que infecta o revestimento externo do cérebro e medula espinhal. É geralmente menos grave do que a meningite bacteriana. A maioria das pessoas com meningite viral recupera totalmente dentro de uma semana. Todos os anos milhares de pessoas adquirem meningite viral, e o número de afetados varia muito de ano para ano. A meningite viral é mais comum no final do verão e início do outono, mas pode ocorrer a qualquer momento. É muito mais comum em crianças com menos de 1 ano de idade, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade. 

Existem muitos vírus que podem causar meningite. Os mais comuns são os vírus que vivem no intestino chamados de "enterovírus". Os enterovírus são espalhados pelo contato com fezes, nariz e garganta descargados de uma pessoa infectada, ou através da saliva. A maior parte das pessoas que estão infectadas por estes vírus não apresentam sintomas ou apresentam sintomas intestinais leves. Apenas um pequeno número de pessoas infectadas por estes vírus vai contrair meningite. Os vírus espalham-se através de picadas de mosquitos, como o vírus do Nilo Ocidental (conhecido como "arbovírus") que também pode causar meningite. Outros vírus que podem causar meningite são mais raros, como o sarampo e a caxumba, vírus herpes e HIV.

Os sintomas mais comuns em pessoas com meningite viral são febre, dor de cabeça, rigidez do pescoço e fadiga. Algumas pessoas também podem apresentar erupção cutânea, dor de garganta, diarreia ou vômitos. Os bebés podem ser mais irritáveis ou irritadiços, podendo não fazer uma alimentação adequada motivando que fiquen mais sonolentos do que o habitual.

É difícil diferenciar através dos sintomas por si só, a meningite viral e as formas mais graves de meningite causadas por bactérias. Testes de laboratório podem ser feitos sobre o fluido que rodeia o cérebro e a medula espinhal. 

Não existe tratamento específico para a meningite viral e a maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana a dez dias. Seu médico pode recomendar repouso, beber muito líquido e pode ainda prescrever medicamentos para controlar a febre e a dor. É importante consultar um médico, se você achar que tem meningite, porque ele pode testar a meningite bacteriana, que pode precisar de medicamentos específicos para o seu tratamento.

Causa da infeção da meningite

A identificação da causa da meningite é essencial na definição do tratamento que deve ser implementado. É importante saber a causa da meningite, em especial quando se trata de infeções virais, bacterianas, ou algum por qualquer outro micro-organismo. A meningite viral pode ser grave, mas geralmente não é tão ruim quanto a meningite causada por bactérias. Uma pessoa com meningite viral ainda pode precisar de ficar no hospital por alguns dias, e isso pode levar semanas antes que ela possa sentir-se melhor.
Os antibióticos não funcionam contra vírus, pelo que uma pessoa que apresente meningite viral vai precisar de muito descanso para combater a infeção. "Meningite fúngica é tratada com longos cursos de altas doses de medicamentos anti-fúngicos, geralmente administrados por via intravenosa, no hospital. Os sintomas da meningite fúngica, muitas vezes aparecem de forma mais gradual do que outras formas. A meningite bacteriana é a forma mais grave e precisa ser identificada pelas bactérias específicas que a causam. Este é um dado primordial para definir os antibióticos adequados que podem ser administrados.
O diagnóstico precoce e o tratamento com antibióticos podem reduzir a gravidade e disseminação da meningite bacteriana; sendo muito importante para evitar as complicações da doença, que pode incluir perda auditiva, problemas de aprendizagem, danos cerebrais e morte.
A meningite bacteriana é muito grave, e uma pessoa terá que ficar no hospital durante o tratamento. Antibióticos fortes serão administrados para combater as bactérias. Fluidos contendo glicose (açúcar) e minerais também podem ser dados para ajudar na recuperação do paciente. A única maneira de saber com certeza qual o organismo que está causando meningite é através da coleta e teste de uma amostra do líquido cefalorraquidiano infetado. Este procedimento é feito por meio de uma punção lombar, em que uma agulha é inserida numa área na parte inferior das costas onde o fluido no canal espinhal é facilmente acessível. Identificação do tipo de bactéria responsável é importante para a seleção de antibióticos corretos. Seu médico também pode realizar outros testes, como:
• exames de imagem (raios-x ou tomografia computadorizada) da cabeça, peito ou seios para procurar inchaço, inflamação ou infeção, bem como para excluir outras doenças cerebrais, como tumores ou hemorragias; e
• testes sanguíneos para procurar aumento de células brancas do sangue, os quais indicam a infeção, ou para usar em ensaios de crescimento de micro-organismos.
Lembre-se de que o cérebro e medula espinal são os centros de comando do corpo. Eles permitem-nos falar, ouvir, compreender, ver, mover e sentir. O fluido cerebrospinal em torno do cérebro e da medula espinhal age como um amortecedor e protege o cérebro e medula espinal de lesão, enquanto que as meninges (membranas em torno deles) ajudam a prevenir que o líquido cefalorraquidiano vaze para o exterior.
Se suspeitar de meningite, procure urgentemente ajuda médica.

Tratamento da meningite bacteriana aguda

Considerando a alta letalidade e as seqüelas associadas às meningites bacterianas agudas deve-se instituir o tratamento antimicrobiano antes dos resultados dos exames. Sua eficácia depende de vários fatores, como susceptibilidade do microrganismo ao antimicrobiano utilizado, atividade bactericida deste agente, capacidade da droga em penetrar no SNC, etc.
A escolha inicial da terapia antimicrobiana deve se basear em sua ação bactericida sobre os agentes mais freqüentes, na faixa etária do paciente, no local de aquisição (hospitalar ou comunitária), assim como a análise dos fatores de risco. Após o antibiograma e a identificação completa do agente, deve ser realizada a adequação da terapia.

Meningite bacteriana aguda

A meningite bacteriana aguda é um processo inflamatório que envolve a aracnóide, pia-máter e o líquor cefalorraquidiano (LCR), decorrente da invasão do sistema nervoso central por bactérias. É uma infecção associada a significativa morbi-mortalidade em adultos e crianças. O risco do desenvolvimento de complicações ou óbito está relacionado à idade, condições clínicas prévias, o agente causal, gravidade da infecção e o retardo na instituição da terapia adequada.
O manuseio adequado do paciente com meningite bacteriana aguda depende do reconhecimento precoce desta síndrome infecciosa, assim como da avaliação diagnóstica e na instituição rápida da terapia antimicrobiana e adjuvante.
Todas as meningites são de notificação compulsória, mesmo na suspeita (lembre-se de entrar em contato com o SCIH).
Considera-se como caso suspeito de meningite bacteriana aguda, todo paciente com quadro de febre alta, de inicio súbito, vômitos, sem outro foco infeccioso aparente, acompanhado de cefaléia intensa, rigidez de nuca, sonolência, torpor, irritação, diminuição da sucção em lactentes, abaulamento de fontanela e convulsões.

Meningite bacteriana no mundo

As meningites têm distribuição mundial e sua expressão epidemiológica depende de diferentes fatores, como o agente infeccioso, a existência de aglomerados populacionais, características socioeconômicas dos grupos populacionais e do meio ambiente (clima).
De modo geral, a sazonalidade da doença caracteriza-se pelo predomínio das meningites bacterianas no inverno e das meningites virais no verão. A N. meningitidis é a principal bactéria causadora de meningite. Tem distribuição mundial e potencial de ocasionar epidemias. Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, porém apresenta uma maior incidência em crianças menores de 5 anos, especialmente em lactentes entre 3 e 12 meses.
Durante epidemia, observam-se mudanças nas faixas etárias afetadas, com aumento de casos entre adolescentes e adultos jovens. O “cinturão africano” – região ao norte da África – é freqüentemente acometido por epidemias causadas por esse agente.

Tratamento da meningite bacteriana

  • A meningite bacteriana é tratada imediatamente com antibióticos intravenosos e com corticosteróides também administrados por via intravenosa a fim de suprimir a inflamação.
  • O médico pode utilizar um ou mais antibióticos para atingir as bactérias que provavelmente são as responsáveis pela infecção.
  • Após a identificação da bactéria específica (um ou dois dias depois), os antibióticos podem ser substituídos por outros mais adequados para combater a infecção. O tratamento também inclui a reposição de líquido que o indivíduo perdeu devido à febre, ao suor, ao vômito e à falta de apetite.

Sintomas da meningite bacteriana

A meningite bacteriana normalmente apresenta cefaléia, febre, letargia, vômitos freqüentemente com sinais neurológicos focais e convulsões. Os pacientes podem ter antecedentes respiratório ou infecção sinusal. Cefaléia e dor nucal são proeminentes e estão relacionadas à fotofobia, náusea e vômitos. O meningismo é caracterizado pela resistência à flexão do pescoço – rigidez da nuca. A proteção das vias aéreas podem ser comprometidas pelas alterações de consciência e convulsões prolongadas).
A partir dos sinais descritos, a avaliação e início do tratamento devem ser rápidos, por ser uma doença com risco de vida.
As complicações e seqüelas de meningite bacteriana são principalmente devido a inflamação das meninges e seus vasos sanguíneos, que pode danificar cérebro ou nervos cranianos pela presença de convulsões, paralisias de nervos cranianos, lesões cerebrais focais, danos à medula espinhal ou às raízes nervosas e hidrocefalia.

Meningite bacteriana

Nos países em desenvolvimento, as meningites bacterianas caracterizam um grave problema de saúde pública, por sua alta mortalidade, alta prevalência (especialmente em crianças) e seqüelas muitas vezes irreversíveis. Tais características exigem um profundo conhecimento de sua fisiopatologia e identificação de sinais e sintomas precoces para que o diagnóstico e tratamento melhorem este panorama.
Qualquer bactéria pode causar meningite bacteriana, porém avaliações mostram que os maiores responsáveis pelas meningites bacterianas são Haemophilus influenzae, Streptococus pneumoniae e Neisseria meningitidis. Na seqüência, tem-se estreptococo do grupo B e a Listeria monocytogenes. Agentes como enterobactérias e estafilococos acometem pacientes onde há deficiências no sistema imunológico, como na fase inicial ou final da vida.
Os tipos de bactérias que provocam a meningite estão relacionados com a faixa etária. Nos recém-nascidos, os estreptococos e os bacilos gram-negativos são os principais causadores da meningite. Na criança até cinco anos, predominam o Haemophilus Influenzae, o pneumococo e o meningococo. Dos cinco anos até a fase adulta predominam o meningococo e o pneumococo.
Os principais tipos de meningite podem ser classificados de acordo com o seu agente etiológico:
  • Meningite meningocócica – de ocorrência mundial, apresenta alta gravidade. Causada pelo meningococo Neisseria meningitidis, um patógeno respiratório que causa infecções endêmicas e epidêmicas.
  • Meningite causada pelo Haemophilus Influenzae – doença comum, prevalecendo em lactentes e crianças menores de cinco anos. Mais de 50% dos casos ocorrem em crianças menores de 2 anos e 90% deles em crianças menores de 5 anos. Em países onde a vacinação contra esta bactéria é generalizada, a incidência é desprezível, mas continua sendo uma doença importante nos demais países.
  • Meningite pneumocócica – causada pelo pneumococo Streptococcus pneumoniae, preocupa pela freqüência e alta taxa de letalidade e morbidade (20 a 30% de morbidade e 10% de mortalidade). Estas infecções predominam nos primeiros anos de vida e são freqüentemente acompanhadas por infecções pulmonares, otites e sinusites. Apesar da resistência bacteriana à penicilina, a letalidade pode ser reduzida com imunização, usando vacinas conjugadas contra os sorotipos mais freqüentes;
  • Meningite estafilocócica – o estafilococo raramente causa meningite, mas pode ocorrer como resultado de furúnculos no rosto, de infecção estafilocócica em outras partes do corpo ou ainda como uma complicação da trombose do seio cavernoso, de um abscesso epidural ou subdural, ou de procedimentos cirúrgicos.
  • Meningite estreptocócica – com baixo índice de incidência, esse tipo de meningite ocorre como secundária a algum foco séptico, principalmente nos seios nasais ou mastóideo. 70% das meningites bacterianas causadas em crianças com menos de um mês de idade é causada pelos estreptococos do grupo B.
  • Meningite tuberculosa – de evolução lenta, este tipo de meningite é muito comum em crianças e recém-nascidos que residem em regiões com alto índice de tuberculose.
A meningite purulenta aguda é causada por quase todas as bactérias patogênicas, e a subaguda pelo bacilo da tuberculose ou por organismos micóticos.
Independente da bactéria causadora, a meningite purulenta aguda tem substrato patológico, sintomas e evolução clínica semelhantes.
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